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Saudações calorosas a todos aqui presentes!

Espero que tenham gostado do último post, a Poesia realmente foi algo diferente que pensei em trazer para o site.

É a primeira vez que está aqui? Não se preocupe, as outras páginas podem ser encontradas AQUI.

Hoje, trago para vocês um "causo", uma pequena aventura que se desenrolou quando eu estava começando a desbravar pela primeira vez uma área premium do jogo.

Squirrel by Cipsoft

São tão fofos, até parecem que entendem o que falamos...


 

Essa história ocorreu durante minha primeira exploração fora do continente principal, há muitos anos atrás. A ansiedade era grande em descobrir novas terras, novas pessoas, e claro, novas criaturas para poder enfrentar e testar minha força.

Então, após algumas análises decidi viajar até a cidade de Port Hope, amigos próximos disseram que lá era um bom lugar para começar a exploração, e assim cheio de ânimo, parti.

Realmente, Port Hope e seus arredores não são nada perto dos horrores que vi em outros locais, mas isso é um assunto que escrevi em outra página desse diário...


Chrono

 
 

Depois de tanto vagar pelo continente, decidi conhecer a cidade de Port Hope. Para aqueles que desconhecem o cenário local, imaginem uma cidade construída num clima tropical, com plantas carnívoras espreitando na densa floresta de Tiquanda, inúmeros animais rondam a cidade, insetos em todo canto, ar abafado, umidade do ar elevada... Ah! Acho, que vocês já devem ter entendido.

Continuando... Cheguei à cidade após uma extenuante viagem de barco, pois eu me encontrava em Carlin e o Capitão GreyhoundCapitão de lá não poderia me levar diretamente para Port Hope, por isso tive que ancorar em Edron por algum tempo.

Ao aportar na cidade tropical, logo já me dirigi à floresta ao sul onde diziam que Terror Birdpássaros gigantes e Pandapandas poderiam ser encontrados, além de Dworc Mestre Vududworcs , Tarântulatarântulas , entre outras dessas criaturas típicas de florestas densas.

Apesar de ter como objetivo a pura e simples exploração, não resisti ao impulso de procurar tesouros pela região, afinal um bom aventureiro é aquele que também sabe captar as oportunidades de obter recursos, sendo assim, explorei o entorno da cidade, adentrando cada vez mais na misteriosa floresta de Tiquanda.

Ironicamente, graças a esse impulso curioso acabei por cair num cerco de vários pássaros gigantes e pandas, tentei desvencilhar-me de alguns sem matá-los, afinal eu não precisava do sangue deles em meu machado.

No entanto, quando consegui me mover, acabei pisando em uma armadilha de solo falso e lá estava eu preso numa pequena cela de madeira e diversos dworcs em volta!

Obviamente, eu não poderia simplesmente forçar a passagem, seria suicídio enfrentar todos aqueles dworcs em um terreno que eles conhecem tão bem, pensei então em negociar com os adoráveis pequeninos e verdes anfitriões, mas infelizmente não sou conhecido por ter habilidades linguísticas a ponto de falar a língua deles.

O tempo foi passando e minha intuição sobre ser o próximo jantar daquelas criaturas foi tornando-se realidade. Eles falavam coisas que eu não entendia, mas zombavam de mim, me apontavam garfos e facas e ocasionalmente chegavam mais perto da cela para sentir meu cheiro.

Quando estava a ponto de entrar em um leve desespero, afinal eu não estava conseguindo pensar em como sair dali, surge subitamente um irritante Esquiloesquilo que começou a me jogar nozes!

Fiquei indignado! Já não bastava estar sendo considerado um jantar e um animal desses ainda tem coragem de zombar da minha cara!

Quando ameacei partir pra cima do incômodo esquilo, ele rapidamente se esgueirou por entre as barras da cela, virou para trás, fez um de seus barulhos característicos que me lembrou uma risada e sumiu na escuridão sem fim da caverna.

Assim que meu estômago já dava sinais de fome e minha mochila se encontrava sem nenhum alimento, os dworcs vieram tratar de seu jantar, eles me amarraram com resistentes cipós e me conduziam em direção à uma câmara mais ampla e arejada, havia muitos desses pequeninos em volta de um grande caldeirão já fumegando e pronto para me receber. Eles me colocaram novamente dentro de uma cela, dessa vez uma menor, talvez dedicada a animais que eles abatiam. A celebração havia iniciado e alguns outros animais já tinham sido cozidos, e me peguei pensando, “Olha só que honra, serei o prato principal”...

Mas enquanto os dworcs comemoravam, eles não perceberam alguém invadindo a caverna, e logo após um violento estrondo senti uma brisa gelada atravessar o ambiente, segundos depois, um vulto aparece na câmara e dizendo algumas palavras que não consegui entender direito, conjura uma onda de gelo que arrasou toda a organização montada. Nessa confusão muitos dworcs saíram correndo e, quando a poeira abaixou, consigo identificar o semblante da pessoa responsável por me fazer ter novamente mais dias de aventuras, e revela-se como sendo meu Irmão Gleen Druid, famoso justamente por ser o mais sumido da Família.

Ele se aproxima de mim, destranca minha cela e sem trocarmos palavra alguma fizemos nosso caminho para a fuga, matando alguns dworcs no caminho, fosse com os poderes druídicos de Gleen, fosse com meu machado, o segui e chegamos à entrada da caverna e também escapar daqueles dworcs.

Ao chegarmos a um local seguro já próximo da cidade, perguntei a ele:

- Irmão, por acaso chegou a ver algum esquilo dentro da caverna?

Ele sorriu e me respondeu:

- Chrono, a fome e o desespero afetaram sua razão? Esquilos normalmente ficam em árvores, não em cavernas! - e começou a gargalhar.

Agradeci a ele a grande ajuda prestada, despedi dele com um forte abraço e segui meu caminho em direção à cidade de Ankrahmun, mas nunca entendi realmente o porquê dele ter rido de mim!

 
 

Mapa de Port Hope

 

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Me despeço hoje com uma frase do ilustríssimo NPC BozoBozo :

Remember: A joke a day keeps the ghouls away!

Bozo

Tradução - Não se esqueça: Uma piada por dia para manter os Ghoul?ghouls distantes!

Abraços do Ville!

ARTIBIA

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Um escritor, Poeta, Engenheiro, gamer, nerd, geek, entre outros rótulos. Ou não. Apenas um observador, no fim das contas.